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HISTóRICO

PRIMÓRDIOS - 1963 A 1978

É muito interessante conhecer o processo que “deslanchou” o Movimento Coral no Rio Grande do Sul. Assim, para prestar uma homenagem aos personagens que escreveram esta história, visitamos recortes de jornais, fotos, e outras fontes de pesquisa para descrever como tudo começou…

Em 1963 começa a história que veio a dar origem à Federação de Coros do Rio Grande do Sul. Naquele ano o pároco (PE. EUGÊNIO LUFT) da Igreja N. Sra de Lourdes, de Porto Alegre, sugere organizar um “festival beneficente” para arrecadar fundos. O antigo órgão da igreja estava imprestável, os cupins haviam feito a festa, era preciso comprar outro instrumento. A idéia dele foi “…reunir alguns corais da cidade, que atuavam nas missas” para realizar uma apresentação com ingresso pago.

Enganou-se porém o Padre Eugênio, ao imaginar que somente coros sacros teriam interesse em participar, e que a sua iniciativa se consumaria com a realização daquele concerto. O êxito foi retumbante. Ficou muito claro para todos os que lá compareceram, que uma “efervescência coral” estava irrompendo em Porto Alegre, e que ela não poderia ficar restrita àquele mero “festival beneficente”.

Quem teve a visão exata para perceber que CANTO CORAL estava querendo se afirmar um importante nicho cultura, foi o Professor JOÃO DE SOUSA RIBEIRO. Ele abraçou a iniciativa, num abraço que durou até o fim de sua vida, Junto com alguns amigos formou uma “Comissão Organizadora” para realizar o 1º Festival de Coros de Porto Alegre, ainda no ano de 1963. Entre eles, o Padre Luft, os jornalistas FRANKLIN PEREZ, ADAIL BORGES FORTES DA SILVA, OSVALDO GOIDANICH, e também DANTE BARONE, administrador do Theatro São Pedro.

Logo toda a imprensa local (Correio do Povo, Diário de Notícias, Jornal do Dia, Folha da Tarde) começou a divulgar o 1º Festival de Coros de Porto Alegre, marcado para os dias 5 e 6 de outubro de 1963 , tendo como local o Salão de Atos da Reitoria da UFRGS. É interessante notar que naquela época todos os jornais publicavam grandes matérias sobre o evento. A cada dia apareciam reportagens sobre os coros que se apresentariam, seus regentes, seus repertórios. Apesar de ser do “Correio do Povo” o pioneirismo, não havia nenhum preconceito ou patrocínio que impedisse os outros órgãos de imprensa a dar seu apoio irrestrito(!!!).

A reação foi imediata. O Festival, que em princípio era destinado a Coros de Porto Alegre, logo atraiu importantes grupos de cidades do interior. Para surpresa dos organizadores, o primeiro evento já ultrapassava os limites da capital para tornar-se desde logo “estadual”. A procura foi tão grande que o número de coros teve de ser limitado, pois não havia como apresentar tantos grupos em apenas dois dias. Enfim, o número foi delimitado em 34, e mais um dia foi acrescentado na data anteriormente marcada (dia 07/10/63 – uma segunda-feira). As inscrições foram feitas nas categorias: “musica sacra”, “música profana” e “coros infantis e juvenis”.
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